Sempre torci o nariz para os computadores nacionais, marcas como Positivo, Metron, CCE etc.
Não foi apenas um preconceito, mas sim minha experiência de muitos anos atuando como técnico em informática inclui vários péssimos momentos com CPUs montados por estas empresas.
No passado os micros nacionais eram um amontoado de peças e componentes de baixa qualidade, buscando claramente um preço mais competitivo, mas o resultado era tão ruim que ninguém queria saber dessas máquinas.
Porém a algum tempo pude notar uma mudança nesse cenário, os Positivo atualmente vem com placas mãe Gigabyte, que pode não ser a top de linha, mas também não é uma PCChips da vida. Em alguns casos já vi até memórias Kingston vindo de fábrica em alguma máquina genérica dessas.
Agora para notebooks não era apenas um pé atrás, mas sim os dois! Afinal, portáteis precisam ser muito melhor projetados e planejados, senão temos como resultado computadores que aquecem demais e tem uma vida útil bastante reduzida em função disso.
Recentemente a empresa onde trabalho solicitou um notebook de baixo custo. Lá fui eu encarar os fabricantes nacionais mais uma vez, desta vez em um campo inusitado.
Foi quando encontrei uma oferta aparentemente atraente no Submarino, um laptop com processador Celeron M de 1.86 Ghz, com 1GB Ram por R$ 1399,00, em 12x sem juros no cartão de crédito, como é de praxe da loja. Resolvi encarar o desafio.
Configuração:
- Processador: Intel Celeron M440 (1.86HZ)
- Barramento: 533 Mhz
- Memória RAM: 1024 MB DDRII
- HD: 80GB 7200 RPM IDE ou SATA
- Drives: DVD-RW
- Tela: LCD 14,1″
- Modem: Placa Modem Velocidade 56 Kbps
- Rede: On-Board – 10/100/1000Mb/s
- Som: Placa de som onboard
- Wireless: Wireless LAN
- Vídeo: Placa de vídeo onboard integrada ao chipset 945GM
- Teclado: Padrão ABNT 2 – Acentuação em Português
- Mouse: Touchpad com 2 botões
- Leitor de cartões de memória: Card Reader 3 em 1 (SD/MMC/MS)
- Sistema Operacional: Linux
- Conexões: USB V2.0 x 3, RGB; porta VGA, 15pinos,
- Saída S-Video, Microfone, Saída para Headphone, Entrada DC, Porta RJ-11 de modem 56Kbps V.90/92, Porta RJ-45, Trava Kensington, Cartão Express, PCMCIA Tipo II, Chave de comunicaçao, Microfone Interno
O sistema operacional que vem de fábrica é um tal de Fênix Linux, parece baseado no Kubuntu, não posso dizer ao certo, afinal tive que retirá-lo rapidamente para instalar o Windows XP.
A formatação ocorreu sem maiores percalços, exceto pelo driver da rede Wireless que não funcionou na versão disponibilizada com os CDs que acompanharam o equipamento, mas nada que o DriverGuide não resolvesse em alguns minutos.
Mexendo aqui e ali, pude reparar uma coisa, não é que o notebook é bom? A tela de 14.1 widescreen é bem nítida e confortável, a base abaixo do teclado não esquenta, o touchpad é bastante sensível ao movimento e a resposta do computador é rápida, pelo menos para aplicativos corriqueiros que foram testados, como o pacote Office, Nero, acessar a internet, etc.
Dois pontos positivos em especial me chamaram a atenção, o portátil possui Bluetooth e a placa de rede é padrão 10/100/1000. Existem dezenas de modelos no mercado, que custam mais de R$ 2000,00 e não possuem tais recursos, se limitando a uma obsoleta placa de rede 10/100.
Um ponto contra é o peso do equipamento, cerca de 2,7 Kg. Não é nenhum absurdo, mas existem modelos bem mais leves que isso.
Concluindo, o notebook Nova HGL31 se mostrou bem estável até o momento e parece ter sido uma boa compra. Um investimento de R$ 1399,00 reais em um notebook completo, enquanto o sub-notebook da Asus, o Eee PC chegou ao nosso país custando o mesmo valor e oferecendo muito menos recursos, valeu a pena.
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