Comecei a utilizar o Linux entre 1996 e 1997, é um bocado de tempo já. A primeira distribuição que instalei foi a Red Hat, em sua versão 2, se não me engano. Depois veio um tal de Guarani 3.0, basicamente o Red Hat em português.
Foi então que achei uma distribuição que na época era a mais usada entre os hackers, fiquei curioso, como garoto fuçador de pcs que era, e resolvi ir atrás, foi meu primeiro contato com o Slackware Linux.
Não tenho dúvida de que o slack é o melhor Linux, em termos de funcionamento. Pelo simples fato de possuir um Kernel mais puro, mais próximo do Unix mesmo, sem limitações, sem controles e com a melhor comunidade de usuários que eu já vi. Aliás, nas palavras da própria comunidade:
“O Slackware é um sistema amigável.
A diferença é que ele escolhe bem os seus amigos“
O slack foi um companheiro fiel, utilizei-o durante anos em meu pc e instalei alguns servidores rodando-o, sendo que estes nunca, mas nunca mesmo, me deram uma dor de cabeça sequer.
Porém em meu desktop, na minha casa, já a algum tempo andava sem paciência para o slack. Qualquer coisa mais “diferente” que fosse necessário instalar era um parto, sair baixando libs, procurando pelas dependências, afinal, o Slackware se manteve tão puro que não aderiu a melhor ferramenta do mundo Linux, o apt-get.
Existem alguns projetos de controle de pacotes para o S.O, como o slackpkg, swaret e até um chamado slapt-get, mas nenhum tão efetivo quanto o puro apt-get. Quando tudo está rodando, configurado e funcionando, o slack é perfeito, o problema era para chegar até lá!
Foi por conta destes contratempos que a distro acabou ficando esquecida no meu hd, vinha usando mais o Windows XP mesmo, até que resolvi instalar o Windows Vista, precisei de mais espaço e lá se foi meu slack.
Sobre o Vista, o sistema é bom. Pelo menos em sua versão Ultimate, nesse último ano atendeu minhas necessidades e nem sequer se mostrou lento, creio que devido ao fato da minha placa de vídeo ser razoável.
Tudo funcionando, Ok. Mas ainda tinha um problema, estava tudo ilegal.
E claro que eu não iria pagar os cerca de R$ 800,00 que a Microsoft cobra pelo software, aliado ao fato de que o sistema operacional já havia se tornado algo transparente para mim. Não enxergava mais novidades no Windows Vista, perdeu a graça.
Até que pensei: minhas ferramentas de trabalho são simples. Preciso de um editor de imagens, um pequeno editor de códigos para xhtml, css, php e asp, além das ferramentas para desenvolvimento em Java e alguns bancos de dados. E não é que todas estas ferramentas estarão disponíveis também para o Linux? Talvez até em versões mais aprimoradas que para o sistema da Ms.
Então ontem a noite baixei um cd do Ubuntu e instalei, não ficou nenhum resquício do sistema pirateado em meu pc. Nos primeiros minutos apanhei um pouco graças aos repositórios nacionais de pacotes do apt-get, que estavam com problema, mas tudo foi resolvido quando passei para o mirror principal.
Instalei alguns softwares e codecs que considero essenciais e fui dormir naquela noite chuvosa. Vamos ver como vou me adaptar ao sistema, a primeira vista, me pareceu bastante leve e simples, espero que faça jus ao nome que vem construindo na comunidade opensource.











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